Indicadores de saneamento das cidades dos primeiros medalhistas na Paralímpiadas em Tóquio

Home Saneamento BásicoPainel do Saneamento

No primeiro dia dos Jogos Paralímpicos quatro brasileiros subiram ao pódio

No dia 24 de agosto de 2021, começaram os Jogos Paralímpicos em Tóquio no Japão. A delegação brasileira é representa por 259 atletas, dentre esses atletas 236 são titulares que vão competir em 20 diferentes modalidades. No primeiro dia de competição as primeiras medalhas vieram todas na natação, quatro atletas subiram ao pódio e se consagram medalhistas paralímpicos.

Com base em dados presentes no Painel Saneamento, iniciativa do Instituto Trata Brasil com o objetivo de apresentar informações aos brasileiros sobre a situação dos indicadores de saneamento nas cidades onde moram, é possível analisar a condição dos serviços de saneamento básico dos municípios onde nasceram os quatro medalhistas do primeiro dia dos Jogos Paralímpicos.

A primeira medalha para o Brasil nessa edição das Paralímpiadas em Tóquio veio com Gabriel Geraldo na prova de natação 100m costas da classe S2. O atleta que conquistou a medalha de prata, nasceu em Santa Luzia, município de Minas Gerais. Com uma população que corresponde a quase 73 mil habitantes, em Santa Luzia a população sem acesso água equivale a 65,3%. Em relação aos dados de coleta e tratamento de esgoto, não há dados disponíveis pelo SNIS (Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento).

Na natação, o Brasil conquistou o primeiro ouro paralímpico com direito a recorde na prova de natação 100m borboleta da classe S14, quem realizou tal feito foi o atleta Gabriel Bandeira. O nadador de 21 anos nasceu em Indaiatuba, município localizado no interior de São Paulo. No município com mais de 250 mil habitantes, apenas 3% da população não tem acesso à água potável e somente 4,5% não tem acesso a coleta de esgoto. Além disso, em Indaiatuba 58,5% do esgoto gerado é tratado.

Outro medalhista na natação foi o atleta Phelipe Rodrigues que conquistou a medalha de bronze nos 50m livre S10. O medalhista nasceu em Recife, capital de Pernambuco. A população da capital pernambucana corresponde a mais de 1,5 milhão de habitantes, no qual, 10,7% da população não tem acesso à água e 56% não tem acesso a coleta de esgoto, ou seja, mais da metade dos habitantes que vivem na cidade não tem acesso este serviço. Ademais, o índice de esgoto tratado é de 74,7%.

Para fechar o primeiro dia de Paralímpiadas com o Brasil dominando as piscinas de Tóquio, o atleta Daniel Dias conquistou a medalha de bronze na prova de natação nos 200m livre S5. O maior medalhista paralímpico da história do Brasil nasceu em Campinas, município localizado no estado de São Paulo. No município de 1,2 milhão de habitantes, a população sem acesso água corresponde a 1,9% e sem acesso a coleta de esgoto é de 5,3%. Além do mais, em Campinas 71,2% do esgoto produzido é tratado.

Entre as cidades onde nasceram os medalhistas paralímpicos, algumas enfrentarão mais desafios do que outras. Entretanto, com a aprovação do Novo Marco Legal de Saneamento todos os municípios brasileiros devem até 2033 disponibilizar água potável para 99% dos habitantes e serviços de tratamento e coleta de esgoto para 90% da população.

 

*Foto de capa: Getty Images*

NEWSLETTER

CONTACT

(11) 3021-3143